Autor: Jénifer, 11.º C
Senhoras e senhores,
Vivemos num tempo em que a corrupção parece ter-se tornado um costume. Está em todo o lado: nos negócios, nas promessas, nas decisões que deixam de ser justas e transparentes.
No entanto, a corrupção, antes de ser um problema da sociedade, é um problema do ser humano. Começa por pequenos gestos: uma mentira conveniente, um favor trocado, um silêncio que nos protege.
Então, pouco a pouco, a consciência adormece. A pessoa começa a pensar que “é assim que o mundo funciona” e… a verdade deixa de ter peso. Mas é aí, precisamente aí, que a alma se perde, pois a corrupção é como o bolor: espalha-se onde há escuridão e falta de ar. Quando deixamos de exigir a verdade, quando deixamos de nos indignar, o mal cresce em silêncio. E, de repente, já não sabemos em quem confiar, mas Deus chama-nos para outro caminho.
Não um caminho de conveniências, mas de coerência, não um caminho de aparências, mas de verdade, porque aquele que se acomodar à mentira é como o sal que perde as suas qualidades – já não serve para “temperar” o mundo.
Assim, seria ideal que todos nós pudéssemos ser uma fonte de justiça e de verdade e cultivar valores dignos de serem transmitidos às gerações mais jovens, uma vez que é neles que assenta a esperança de um mundo melhor!